domingo, 12 de junho de 2016

 Racismo e anti- Racismo no Brasil   

Nesta aula falamos sobre o racismo no Brasil e o seu modelo de hierarquização, que faz com que algumas pessoas se aproveitem do poder que lhe é constituído, para oprimir o outro. Diante disso vale a pena falarmos um pouco desta história.
Bem, no Brasil diferentemente de alguns países compostos de apenas uma etnia, como no caso dos muitos países europeus a utilização do termo raça não está incluída no vocabulário erudito, sendo utilizado com frequência pelos grupos do movimento negro, onde as pessoas que limitam se sentem discriminadas por sua cor e aparência física.  O conceito de raça por alguns estudiosos era usado somente sob uma perspectiva biológica, que atribuía a utilização do termo às situações nas quais era importante evidenciar diferenças advindas de fenótipos, que se baseiam em argumentações genéticas e naturalistas. A priori o termo raça era utilizado para classificar os animais, como cães e etc. Mas tarde o conceito de raça adquiriu sentido biológico passa a ser usado para caracterizar as espécies de seres humanos, caracterizando-se posteriormente a isso como um termo utilizado para apresentar as subdivisões da espécie humana diferentes apenas porque os membros estão isolados dos outros indivíduos pertencentes à mesma espécie. Após a segunda guerra mundial os fenótipos físicos ganham sentido social por meio de crenças, valores e atitudes. O debate sobre conceito de raça bem como relações raciais, estreitou-se com o passar do tempo.
O racialismo, surge justamente como a doutrina na qual o mesmo acredita como importante recorrer, entendendo que a mesma facilitará a compreensão dos casos teóricos e metodológicos das relações raciais. O racialismo trata de uma essência racial que para além de características físicas compreende características sociais como cultura e utiliza diferentes regras para traçar filiação e pertença grupal a depender do contexto histórico, demográfico e social. Sendo assim o conceito de raça não faz sentido senão no âmbito de uma ideologia ou teoria taxonômica.
O racismo está atrelado a nossa estrutura de sociedade hierárquica que utiliza-se de um conceito naturalista para estabelecer as diferenças socioculturais que permeiam o contexto da realidade brasileira . Por esse motivo o conceito de raça e racismo deve ser vistos sociológica e não biologicamente.
Por acreditar estar vivendo numa democracia racial, o racismo no Brasil se caracterizou como um tabu. Ficou em evidencia como a cor da pele bem como as tonalidades da mesma, sempre foi usado no país levando em consideração o contexto histórico prático no cenário político brasileiro.
Foi constatado que no Brasil ser negro não era determinado pelo sangue, mas prioritariamente pela cor da pele que estava diretamente ligada com classe e o status social. Quanto mais escuro, “preto”, mais pertencente a “ralé”.
O racialismo trata de uma essência racial que para além de características físicas compreende características sociais como cultura e utiliza diferentes regras para traçar filiação e pertença grupal a depender do contexto histórico, demográfico e social.
Com a substituição da ordem escravocrata por uma ordem hierárquica, a cor passou a ser uma marca de origem, um código cifrado de raça como dito acima e cedeu lugar, depois da independência do país, à ideia de nação mestiça, cuja cidadania dependia do lugar de nascimento e não de ancestralidade. No Brasil o sistema de hierarquização social consistia em gradações de prestigio formadas por classe social, origem familiar, cor e educação formal. Sustenta-se e reforça-se assim a ordem escravocrata na qual: branco está para elite e povo está para negro. Pode-se dizer que no Brasil o “branco” não surgiu pela mistura étnica de povos europeus, como ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos; muito pelo contrario considerava-se branco também os mestiços e mulatos claros, que podem exibir os símbolos dominantes dos europeus, que tenha formação cristã e o domínio das letras.
A nação brasileira foi concebida sob uma conformidade cultural em termos de religião, raça, etnicidade e língua. O racismo brasileiro nesse contexto, só poderia ser heterofóbico.  Tal racismo originou-se durante o período pré republica no qual associa um determinado grupo por cor/ regionalidade a uma classe subalterna e/ou inferior. As políticas públicas no país advinda de uma elite racista que se orgulha dos “avanços” alcançados pelo país, muitas que vezes mascaram um racismo por traz de uma política antirracista. Hoje nós vemos a má utilização do termo raça que passou a significar no país “garra”,“força” e “preconceito”.

Por fim fica evidente que a teorização de raça serve como instrumento apto no Brasil para revelar condutas políticas equivocadas que perduram o cenário brasileiro. As influências de uma história sutilmente segregadora que ainda não foi banida da nossa atualidade uma ordem hierárquica ; pelo contrário tal ordem se mantém por meio de normas e leis baseadas em uma pseudo igualdade entre os indivíduos.



Nenhum comentário:

Postar um comentário